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Graças aos avanços da medicina, podemos hoje contar com diversos recursos tecnológicos para cuidar da saúde e da beleza da pele. O tema é tão vasto que existe uma área na dermatologia exclusivamente dedicada ao estudo de técnicas e procedimentos voltados à estética: a cosmiatria – que não apenas trata, mas também ajuda a prevenir alterações (manchas, flacidez, rugas e sinais da idade) ou mesmo aspectos indesejados (como pelos, por exemplo).

Entre esses recursos, os lasers aparecem como alguns dos mecanismos mais difundidos para tratamentos da pele em geral, dada a descoberta de que é possível “aproveitar” e adaptar a luz para diferentes finalidades na dermatologia.

Para gerar a luz usada nos tratamentos, o aparelho de raio laser tem diferentes fontes. A alimentação do laser pode variar entre CO2, cobre, rubi e argônio, só para citar alguns exemplos. No caso dos raios utilizados na pele, cada um vai apresentar um comprimento de onda diferente que será associado a um tipo de célula ou pigmento. Todo esse processo determina o tipo de laser que será usado em cada tratamento estético – ou laserterapia, como ficou conhecido o “guarda-chuva” que abriga os diferentes usos, funções e modulações possíveis.

Indicações e técnicas

Lembrando sempre que é o médico dermatologista o único habilitado a utilizar essa técnica, reunimos aqui alguns tratamentos que encontram no laser seu principal ativo, alcançando resultados excelentes para diferentes demandas.

Eliminação de pelos (depilação a laser) – Aqui a tecnologia é usada para eliminar as células da raiz do pelo até que a depilação permanente ocorra. O procedimento permite tratar não apenas vários tipos de pelos, mas também diferentes tipos de pele – uma vez que ele consegue se adequar às necessidades dermatológicas de diferentes etnias.

Tratamentos para o cabelo – Nesse caso entram os chamados lasers fracionados não ablativos, que são aplicados em baixa intensidade e frequência, estimulando o crescimento e aumentando a absorção de substâncias que melhoram a performance dos cabelos. Seu uso tem eficácia ainda mais potencializa quando combinado à utilização de luzes.

Tratamentos para a pele do rosto – A laserterapia, nesse caso, se subdivide no uso do laser fracionado ablativo e do laser fracionado não ablativo. E são várias as indicações dessa “dupla” – sobretudo, quando seu uso é combinado a outras técnicas (como o drug delivery, por exemplo).

O laser fracionado ablativo é recomendado para flacidez, rugas, olheiras, estrias, manchas e cicatrizes de acne e o rejuvenescimento facial – que, importante ressaltar, se estende também para colo, o pescoço e mesmo as mãos. Ele pode ter como meio o laser de CO2 ou de erbium, que aquecem todas as camadas da pele, provocando a retirada (ablação) da epiderme em micropontos, tendo a água como alvo. Assim, a pele se contrai e conseguimos o estímulo do colágeno, o que diminui a flacidez e melhora sensivelmente a qualidade e o aspecto da pele. Além do colo, o pescoço e mãos, a técnica também pode ser aplicada em qualquer parte do corpo.

Já o laser fracionado não ablativo tem indicações semelhantes, com a diferença de que, neste caso, a epiderme (pele mais superficial) não é removida – portanto, o tempo de recuperação após o tratamento é menor.

Tratamentos para o corpo – Além de remodelar, o objetivo é também estimular a produção de colágeno – com o clareamento e a melhora geral da área tratada aparecendo como benefícios complementares. A indicação dependerá do diagnóstico e da técnica utilizada, como a combinação com outros procedimentos – a exemplo do que acontece com a laserterapia facial. As diferentes frequências e intensidades também são imprescindíveis para a individualização de cada tratamento. Alvos aqui: estrias, manchas, cicatrizes, queloides, flacidez, entre outros.

Laser de CO2

Ele merece um capítulo à parte dada a gama de possibilidades. A técnica é ablativa, ou seja, provoca microlesões na superfície da derme, e tem o intuito de estimular a troca do tecido lesado por um novo. Essas pequenas fissuras permitem um maior contato com as camadas internas, possibilitando uma entrega de substâncias (drug delivery) mais eficaz, contemplando pontos como o estímulo do colágeno, a hidratação da pele e seu clareamento. Por ser ablativo, o laser de CO2 também promove a retração da pele, o que leva a seu esticamento, melhorando o aspecto das rugas mais finas.

Em virtude das microlesões que esse laser causa na pele – o que aumenta as chances do surgimento de manchas –, estudos técnicos chegaram à tecnologia do laser CO2 fracionado, em que o raio único é dividido em diversos microrraios, que conseguem atingir a pele mais profundamente e em regiões menores. Essa alta precisão é bem menos agressiva e oferece uma possibilidade uma recuperação muito mais rápida.

O procedimento atende ao rejuvenescimento da pele, à remoção de cicatrizes em geral (como as deixadas pela acne) e a uma sensível melhora de áreas flácidas. O tratamento de rugas também entra em cena, já que o laser de CO2 fracionado consegue atingir diversas superfícies da pele, nivelando sua estrutura e conseguindo um resultado harmonioso e natural.